Os documentos das normas da Igreja Pentecostal Deus é Amor revelam uma preocupação excessiva da cúpula da congregação com o dinheiro arrecadado nos cultos. Ao ponto de exigir que todas as igrejas tenham cofres trancados com pelo menos dois cadeados, que somente podem ser abertos na presença dos administradores regionais e de alguém ligado à diretoria da Deus é Amor. Os líderes da igreja vão mais longe: fixam que as chaves devem ficar na sede da igreja e que os cofres das sedes das principais capitais só podem ser abertos pela diretoria. A documentação ao qual O DIA teve acesso indica ainda que o dinheiro arrecadado com a venda de CDs e fitas deve ser depositado nas contas bancárias do missionário David Miranda. Quem desobedece às regras pode ser punido com a perda de 25% do salário e ser afastado. Mas, se a negligência for com o cofre da igreja, as punições são ainda mais impiedosas: pode levar o responsável a ter desconto de 50% do salário e suspensão de 90 dias. É o medo de ser roubado.
Os documentos revelam também que as sedes regionais receberam no ano passado um reforço de caixa. Belo Horizonte, por exemplo, teve a sua cota ampliada para R$ 200 mil, enquanto Curitiba, Vitória e Porto Alegre passaram a receber R$ 150 mil.
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